filmov
tv
Madrugador - Ita Cunha

Показать описание
Coxilha Nativista (Fase Geral) 34ª Edição - 2014
"Quando a manhã se rebolca No serenal do potreiro Clareando o pago fronteiro Cacho atado"
Letra / Música: Lucas Ramos e Anomar Danúbio Vieira / Rodrigo Morales
Música: Rodrigo Morales
Composição vencedora do Festival, Melhor Arranjo e Melhor Intérprete (Ita Cunha).
Quando a manhã se rebolca
No serenal do potreiro,
Clareando o pago fronteiro,
Cacho atado a cantagalo.
Se o dia vem de a cavalo,
Luzindo o aço da espora,
Já me agarra campo afora
De armada pronta pra um pealo.
Pelas ondas fogoneiras
Arrocinei meu destino.
Fui assim desde menino,
Sono escasso e madrugada...
E uma amplitude sagrada
Velando as noites serenas
Que refletiam minhas penas
No espelho das alvoradas.
Sempre fui madrugador,
Mateio antes do dia,
Pois quando o galo anuncia
Já ando até de tirador.
Me acomodo num fiador,
D'onde a pátria não refuga.
Deus ajuda quem madruga
E eu tenho fé, sim senhor.
Cheiro de garra e galpão,
Fogo de chão, yerba buena
E a campeira cantilena
Da cambona "nos tissão".
Lá fora rompe o clarão
Da linda estrela boieira
Que trouxe a lua matreira
Pra se banhar no lagoão.
Quem salta cedo do catre
Tem mais um ganho na lida,
Se ajeita as coisas da vida
Com calma e tempo de sobra...
Neste fundão se desdobra,
Meio bicho, meio gente
Pra encarar o sol de frente
Tapeando o "foia de abóbra".
"Quando a manhã se rebolca No serenal do potreiro Clareando o pago fronteiro Cacho atado"
Letra / Música: Lucas Ramos e Anomar Danúbio Vieira / Rodrigo Morales
Música: Rodrigo Morales
Composição vencedora do Festival, Melhor Arranjo e Melhor Intérprete (Ita Cunha).
Quando a manhã se rebolca
No serenal do potreiro,
Clareando o pago fronteiro,
Cacho atado a cantagalo.
Se o dia vem de a cavalo,
Luzindo o aço da espora,
Já me agarra campo afora
De armada pronta pra um pealo.
Pelas ondas fogoneiras
Arrocinei meu destino.
Fui assim desde menino,
Sono escasso e madrugada...
E uma amplitude sagrada
Velando as noites serenas
Que refletiam minhas penas
No espelho das alvoradas.
Sempre fui madrugador,
Mateio antes do dia,
Pois quando o galo anuncia
Já ando até de tirador.
Me acomodo num fiador,
D'onde a pátria não refuga.
Deus ajuda quem madruga
E eu tenho fé, sim senhor.
Cheiro de garra e galpão,
Fogo de chão, yerba buena
E a campeira cantilena
Da cambona "nos tissão".
Lá fora rompe o clarão
Da linda estrela boieira
Que trouxe a lua matreira
Pra se banhar no lagoão.
Quem salta cedo do catre
Tem mais um ganho na lida,
Se ajeita as coisas da vida
Com calma e tempo de sobra...
Neste fundão se desdobra,
Meio bicho, meio gente
Pra encarar o sol de frente
Tapeando o "foia de abóbra".