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Animação: átomo de Bromo

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Em 1825, o então estudante Carl Jacob Löwig (1803-1893),
que trabalhava no laboratório de Leopold Gmelin (1788-1853) na
Universidade de Heidelber, trouxe consigo um líquido vermelho
de odor muito desagradável que havia obtido passando gás cloro
(Cl2
) em uma salmoura. Ele tratou esse líquido com éter etílico
e, após a evaporação deste, isolou uma substância desconhecida
que conferia as características supracitadas. Enquanto Löwig isolava mais daquela nova substância para estudo, Antoine-Jérôme
Balard (1802-1876), químico e farmacêutico francês, anunciou
a descoberta de um novo elemento químico obtido por meio de
experimentos com águas de outra salmoura, cujas características
eram idênticas àquelas observadas por Löwig. Balard pensava
que essa substância era formada por iodo e cloro. Como não
conseguiu isolar nenhum deles, propôs a existência de um novo
elemento, o qual denominou murido (do latim muria, salmoura).
Balard é considerado o descobridor do elemento que somente um
ano mais tarde passaria a ser chamado bromo (do grego bromos,
fétido, alusivo ao seu odor desagradável). Muito antes de o bromo
ser descoberto, a púrpura de Tiro (corante roxo obtido de um
molusco encontrado no mar Mediterrâneo) era muito conhecida
no mundo antigo. Esse corante era símbolo de status, pois era
difícil e demorado obtê-lo e só os nobres tinham acesso a ele. Em
1909, Paul Friedländer (1857-1923) descobriu que esse corante
era o 6,6’-dibromoíndigo, sintetizado seis anos antes por Franz
Sachs (1875-1919) e Richard Kempf.
que trabalhava no laboratório de Leopold Gmelin (1788-1853) na
Universidade de Heidelber, trouxe consigo um líquido vermelho
de odor muito desagradável que havia obtido passando gás cloro
(Cl2
) em uma salmoura. Ele tratou esse líquido com éter etílico
e, após a evaporação deste, isolou uma substância desconhecida
que conferia as características supracitadas. Enquanto Löwig isolava mais daquela nova substância para estudo, Antoine-Jérôme
Balard (1802-1876), químico e farmacêutico francês, anunciou
a descoberta de um novo elemento químico obtido por meio de
experimentos com águas de outra salmoura, cujas características
eram idênticas àquelas observadas por Löwig. Balard pensava
que essa substância era formada por iodo e cloro. Como não
conseguiu isolar nenhum deles, propôs a existência de um novo
elemento, o qual denominou murido (do latim muria, salmoura).
Balard é considerado o descobridor do elemento que somente um
ano mais tarde passaria a ser chamado bromo (do grego bromos,
fétido, alusivo ao seu odor desagradável). Muito antes de o bromo
ser descoberto, a púrpura de Tiro (corante roxo obtido de um
molusco encontrado no mar Mediterrâneo) era muito conhecida
no mundo antigo. Esse corante era símbolo de status, pois era
difícil e demorado obtê-lo e só os nobres tinham acesso a ele. Em
1909, Paul Friedländer (1857-1923) descobriu que esse corante
era o 6,6’-dibromoíndigo, sintetizado seis anos antes por Franz
Sachs (1875-1919) e Richard Kempf.