Escravo do tempo.mp3

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Filhos da nação, sem chão, sem guia,
Olham pro alto em busca de um farol.
Mas a luz que brilha é só fantasia,
Promessa vazia numa praia sem sol.

Quem dita a ordem finge prudência,
Diz que pensar demais a mente envenena,
Mas cabeça que não raciocina desvaloriza a vida e a ciência.

E o escravo do tempo virou patrão,
Sem férias, sem voz, sem proteção.
Tem nome na mentira, mas não tem chão,
Feito um rei de papel e um reino de brasas de carvão.

Inventam espelhos pra quem se engana,
Desfilam em trajes de ilusão pra quem compra.
E o povo, ao ver sua imagem insana,
Aplaude o reflexo do vilão que agora ama.

Políticos vestem ternos de linha de ouro,
Mas só aparecem pra reeleger.
E quem se orgulha de ser um tolo
Nem vê que é peça pra se vender.

E o escravo do tempo virou patrão,
Sem férias, sem voz, sem proteção.
Tem nome na mentira, mas não tem chão,
Feito um rei de papel e um reino de brasas de carvão.

Se a verdade assombra o impostor,
Quem sustenta a farsa pra não reconhecer a dor.
Mas no teatro onde o medo é senhor,
Qual empresário ousa se desfazer da dor que causou?

Filhos da nação, sem chão, sem guia,
Olham pro alto, mas quem os conduz? Que agonia.
Se a farsa persiste e a roda gira,
Quem vai ser o primeiro a descer dessa fantasia?

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